sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Argentina pode chegar a importar 30 milhões de litros de vinho chileno


Devido à escassez de estoque e fatores climáticos, a Argentina pode ser obrigada a importar até 30 milhões de litros de vinho chileno. Até o momento foram comprados 500 mil litros.

A necessidade de importar se dá devido à baixa produtividade do setor neste ano, que produziu 30% menos vinhos do que a quantidade usual. As compras estão sendo dirigidas a vinhos de mesa e vinhos finos de baixo valor.

A medida pode ser considerada uma precaução, já que há previsão de possíveis geadas, que afetariam a colheita. Normalmente, as bodegas trabalham com um estoque de cerca de seis ou sete meses, mas este ano elas não dispõem de reservas para tanto tempo.

Caso as importações cheguem ao valor estimado, corresponderão à cerca de 2,5% do mercado total, já que a Argentina comercializa 1200 milhões de litros de vinho anualmente, tanto no mercado interno quanto no externo.

Esta não será a primeira vez que o país tem de recorrer ao mercado externo: em 1993, a Argentina também comprou vinhos chilenos devido a uma geada no final de 1992 que reduziu a quantidade de uvas a serem colhidas no ano seguinte
Matéria tirada da revista Adega, mês de novembro 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Familia Zuccardi na SBAV-SP

Na noite de terça feira, dia 03/11/09, estive em mais um encontro na Sbav sp, para a apresentação da vinícola família Zuccardi,da região de Mendoza, Argentina, trazida pela importadora Ravin.
Estava ansioso por essa degustação, primeiro porque os encontros na Sbav são de ótima qualidade mas principalmente por poder conhecer alguns dos vinhos da bodega Zuccardi , e o seu famoso Tempranillo da linha Q, um ícone argentino.
Antes da degustação foi passado um vídeo da vinícola, sobre sua historia, desde o seu nascimento ate os dias de hoje. Em seguida foram apresentados 5 vinhos, o Santa Julia Sauvignon Blanc 2009, Santa Julia reserva Malbec 2007, Serie A Bonarda 2007, Malamado Malbec 2005( vinho fortificado) e o grande Tempranillo Q 2005.
Abaixo as minhas anotações sobre esses vinhos, mas já adianto que o vinho da noite sem surpresa foi o Zuccardi Q Tempranillo.







1- Santa Julia Sauvignon Blanc 2009- Teor alcoólico de 12,5%. Com sua cor amarelo palha com tons esverdeados. Destacando em seus aromas o abacaxi, com um leve toque herbáceo, alguns sentiram aspargos, para mim, esse passou batido. Na boca gostei muito , com a acidez bem equilibrada, com sabores de frutas brancas, com um final bem refrescante, mas com pouco retrogosto.81/100 R$ 24,00






2- Santa Julia Reserva Malbec 2007- Teor 13,7%. Cor brilhante , violeta profundo. Seus aromas são bem típicos da Malbec, lembrando frutas maduras como o figo, ameixa, com uma leve presença de baunilha, talves pelos seus 8 meses de carvalho frances. Na boca, um vinho redondo, com taninos macios, mas apresentando um pouco de álcool ainda. Poderia ter um pouco mais de retrogosto. 83/100 R$ 43,00






3- Serie A Bonarda 2007- teor 13%. 30% do vinho passou 10 meses em barril de carvalho Frances. Com uma cor vermelho profundo. Frutas negras como amora, framboesa no seu aroma. Na boca, esperava mais desse vinho, apesar de ser um vinho macio, com os taninos redondos. 81/100 R$ 60,00





4- Malamado Malbec 2005- Um vinho fortificado com 19%. Ficando 25 meses em barricas de carvalho Frances. Difícil não fazer comparação com um legitimo porto, acho que por isso que fui mais critico com esse produto, apesar de ter um aroma agradável de ameixa, no final lembrou um pouco o couro, tostado, poderia ter mais complexidade. Na boca os taninos estão bem delicados, um corpo razoável, mas apesar de tudo, um vinho agradável, bom custo beneficio para esse tipo de vinho. 78/100 R$ 77,00



5- Zuccardi Q Tempranillo 2005- Teor 14%. Amadurecido durante 12 meses em barricas de carvalho americano. Uma linda cor, um rubi intenso.Aromas de frutas negras maduras, com nota de especiarias. Na boca, realmente mostra do porque ser tão famoso, um vinho elegante, taninos macios, redondo, com uma acides correta, um vinho pronto, retrogosto persistente. Realmente não somente para mim, mas para quase toda a sala foi o vinho da noite. 90/100 R$105,00

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Salton Virtude Chardonnay 2008


Eliana e eu resolvemos passar este ultimo final de semana em um hotel aqui mesmo em São Paulo.

Resolvi levar um Salton Virtude Chardonnay 2008, com 13,5%, para nos acompanhar, acompanhado de sashimi de salmon...

Mas o que interessa aqui é o vinho, então vamos a ele.

Logo no inicio, pode-se reparar na bonita cor com que ele tem, um tom palha, com uma certa intensidade.

No nariz pude sentir logo um toque de tostado, abrindo aos poucos para frutas , como o pêssego, maçã.......mas principalmente um aroma que me agrada muito, baunilha e coco.... resultado do tempo em barrica.

Já na boca, começou redondo, com a acidez correta, macio, com um corpo médio para encorpado, uma doçura na medida certa, com um final amanteigado. Se mostrando que é um vinho totalmente equilibrado, moderno......


Nota: 9,2
Nota custo/beneficio: 8,6 ... R$ 45,00

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sra. Maria Luz Marin e sua Casa Marin



Maria Luz Marin é a enóloga fundadora e
proprietária da casa, conhecida por ser a
primeira mulher a trabalhar na produção de
vinhos no Chile, com um projeto considerado
extremamente radical.










Casa Marin está localizada no Valle de San Antonio a apenas quatro quilômetros do Oceano Pacífico, nesses vales do litoral chileno que se encontram os vinhedos mais próximos do mar, sendo apenas parcialmente protegidos de sua influência. E é justamente por isso que
a enóloga foi considerada demasiadamente arrojada, apostando sozinha no terroir de San Antonio, indo de encontro aos conselhos de
grandes especialistas do país.

Quis colocar essa materia resumida sobre essa vinicola, porque recebi alguns vinhos dela atraves da Sociedade da Mesa, o Cartagena Carmenere 2009 e o Cabernet Sauvignon 2009, que achei muito interessantes, e que cuja observações estarei colocando na proxima postagem.


Fotos e materia copiada do jornal Sociedade da Mesa, agosto de 2009, No 77

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fortaleza do Seival Tempranillo 2007



Ontem a noite, minha namorada e eu, decidimos tomar um dos vinhos que compramos no out let do vinho que ocorreu no shopping Frei Caneca, neste ultimo final de semana. O Fortaleza do Seival Tempranillo 2007, com 13% de teor.
Antes, gostaria de dizer que realmente a feira valeu muito à pena, conheci vinhos ótimos a preços bem convidativos que comprei e com certeza em outra oportunidade estarei postando os comentários sobre esses vinhos.

Para acompanhar esse tempranillo, uma taboa de frios.
No primeiro momento, pareceu ser um vinho bem produzido, gostei da cor, um rubi, com tons violáceos, apresentando lagrimas lentas bem distribuídas.
No nariz, agradou bastante, com um leve toque de madeira, tostado, lembrando um pouco a terra molhada. Com o tempo esse vinho foi evoluindo, seus aromas se diversificaram, gostei muito, bem complexo.
Na boca, um vinho de potencia media com um inicio redondo, taninos macios, adocicados, acides controlada, um vinho bem equilibrado, poderia ter um pouco mais de persistência no retrogosto, mas mesmo assim me agradou muito.
Infelizmente não é um vinho que vai crescer mais, no próprio contra rotulo, já marcar que já esta no auge dele.
Harmonizou bem com os frios, mas acredito que também acompanharia bem com um massa , uma pizza.



Nota: 8,9
Nota Custo / Beneficio: 9,4 Preço de R$ 18,00, na feira, mercado normal, R$ 23,00

domingo, 11 de outubro de 2009

Casa Valduga Cabernet Franc 2006- Premivm


Sábado a noite, a melhor das companhias e um vinho excelente para fechar.
E esse vinho é a Casa Valduga Cabernet Franc 2006, Premivm. Da região do Vale do Vinhedos, Um vinho que comprei na própria casa Valduga em Julho ultimo, aproximadamente R$ 30,00, não me lembro direito.

Para começar, na apresentação na taça, um rubi intenso com leve reflexos violáceos. No nariz, já me fez viajar, um toque de couro, baunilha e com o tempo, foi aparecendo, lembrando mais coisas, como ameixa, café. um vinho bem complexo, me agradou muito.
Na boca, melhor ainda, no inicio um leve picar, talvez pelos 14% de teor, mas ia se arredondando, um vinho encorpado, onde se destacava a madeira, trazendo novamente o café, o tostado, com um final aveludado, taninos e acides, muito bem equilibrado.
Enfim, um final de retrogosto fantástico, onde ficou por muito tempo.

Um vinho que com certeza ira melhorar ainda mais no próximo ano. Mal posso esperar.

Nota: 9,3
Nota custo/beneficio: 9

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Painter Bridge Zifandel 2007


Olá a todos,
Agora é a vez do Zinfandel, vamos ver se é tão bom quanto o seu primo Cabernet Sauvignon....., comprado também na Decanter, S.P.
Painter Bridge Zifandel 2007, californiano, 13,2% de teor.Não é 100% Zinfandel, mas 76% e 24% Syrah.
Mas vamos ao que interessa realmente e falar sobre o vinho:

E assim como o colega Daniel(Vinhos de Corte), também achei muito interessante.
Na taça, uma cor rubi bem interessante, com bastante lágrimas e lentas.
No aroma, lembra frutas vermelhas em compotas, principalmente framboesa, algo adocicado, com um leve toque de madeira, talves pelo fato de ter passado uns 6 meses em barricas.
Na boca, me agradou muito, leve, redondo, final macio, taninos bem maduros, acides equilibradas, poderia ter um pouco mais de persistencia (retrogosto), mesmo assim gostei bastante.

É um vinho que combinou muito bem com a lasanha molho vermelho da mama.


Nota: 8,9
Custo / beneficio: 8 R$ 47,00